Cancro da Prostata

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peleCancro da Pele

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mamaCancro da Mama

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colonCancro do Cólon e do Recto

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O tumor da próstata é um dos mais frequentes no homem, representando uma importante causa de morte.

No entanto, o número de mortes por este tipo de cancro está bastante abaixo do número de novos casos diagnosticados, o que significa que esta doença é bastante tratável e/ou que tem uma evolução muito arrastada, muitas vezes acontecendo que o doente com cancro da próstata acaba por falecer de uma outra causa, especialmente se for mais idoso

Sendo uma doença pouco habitual antes dos 50 anos vai, contudo, aumentando significativamente a sua ocorrência com o avançar da idade. Também com a idade o comportamento da doença tem tendência para se modificar, justificando que as terapêuticas indicadas sejam diferentes e adaptadas à circunstância específica.

Há formas de prevenir o cancro da próstata?

Como em todas as doenças oncológicas, existem alguns factores que podem ser considerados como tendo uma acção preventiva.

O estilo de vida e a dieta parecem ter, de algum modo, uma influência preventiva. Uma alimentação rica em antioxidantes, vitaminas A, D, E e selénio, que podem ser encontrados na dieta mediterrânica (pão, cereais, fruta, cenoura, espinafres, melancia, alho e cebola), tomate cozinhado e vinho tinto parecem ter algum papel protector contra o cancro da próstata.

O diagnóstico precoce é, contudo, fundamental, como em todas as doenças oncológicas, pois aumenta as possibilidades de maior sucesso nas terapêuticas.

O rastreio do cancro da próstata é controverso. Algumas organizações recomendam, a realização de toque rectal e o doseamento do PSA (antigénio específico da próstata), a partir dos 50 anos.

Todas as doenças da próstata são malignas?

Não. Os tipos de patologia prostática mais frequentes são:

  • Infecção ou prostatite: situação de infecção da glândula, que se manifesta por grande dificuldade em urinar, ardor ou dor à micção, febre e queda do estado geral, por vezes de surgimento súbito que obriga a terapêutica com antibióticos. É, por vezes, o primeiro sinal de doença prostática.
  •   Hipertrofia benigna da próstata (HBP): uma patologia que surge a partir dos 50 anos. É uma doença benigna que tem como consequências a diminuição do jacto urinário, urinar frequentemente e em pequenas quantidades de dia e de noite, urgência miccional ou mesmo grande dificuldade em começar a micção, podendo mesmo chegar à retenção urinária (impossibilidade de urinar) e levar à algaliação. Trata-se da doença mais frequente da próstata, benigna, que pode requerer tratamento médico ou cirúrgico.
  •   Cancro da próstata: em fase inicial não tem qualquer sintoma, podendo ser detectado em associação com um quadro de HBP ou porque em análises de rotina foi detectado um aumento de valores de PSA ou alteração do toque rectal que leva à realização de uma biopsia prostática.

Quais são as características principais do cancro da próstata?

A quase totalidade dos casos de cancro da próstata é um carcinoma.

Entre diversas características que se podem encontrar no carcinoma, salienta-se a semelhança que ainda existe, ou não, entre o tumor e a glândula prostática de onde se origina. O grau de semelhança é medido pelo chamado score de Gleason: um Gleason baixo significa que o tumor é mais semelhante à glândula prostática, enquanto um Gleason alto (máximo 10) significa o contrário. A um Gleason baixo corresponde habitualmente um melhor prognóstico.

Outra característica fundamental é medida pelo Estadio da doença, isto é, se a doença se encontra confinada à próstata ou, pelo contrário, se se espalhou a outros órgãos.

O PSA, a idade e o estado geral do doente são ainda factores determinantes da caracterização da doença e, portanto, com consequente implicação terapêutica

Como se faz o diagnóstico de cancro da próstata?

O diagnóstico é estabelecido com base no exame prostático, no PSA e na biópsia prostática. Outros exames poderão ser realizados no caso do médico considerar adequado.

Que terapêuticas se podem usar no cancro da próstata?

Existem basicamente as seguintes alternativas:

  • Cirurgia: prostatectomia, que consiste na ressecção da próstata;
  •   Radioterapia que inclui duas modalidades:
  •   Radioterapia externa: aplicação de radiações a partir de uma fonte externa (é a radioterapia mais utilizada na generalidade das situações, que não o cancro da próstata);
  •   Braquiterapia ou “sementes” como muitas vezes são designados pequenos fragmentos de material emissor de radiações que são introduzidos na própria próstata.
  •   Hormonoterapia: utilização de agentes farmacológicos que antagonizam o efeito estimulante dos androgénios. Estes são hormonas sexuais masculinas (testosterona) cuja acção leva ao crescimento do cancro da próstata. Antagonizando-se os androgénios consegue-se uma inibição do desenvolvimento do cancro da próstata.
  •   Quimioterapia: nalgumas situações pode também estar indicado o uso de quimioterapia.

Qual a terapêutica mais adequada?

A indicação da terapêutica mais adequada deverá ser estabelecida pelo médico tendo em conta:

  • O tipo de tumor (incluindo o score de Gleason);
  •   O estadio da doença;
  •   A idade do doente;
  •   As preferências do doente, nomeadamente tendo em consideração os possíveis efeitos secundários decorrentes de cada uma das opções terapêuticas e que serão detalhadas pelo médico.

Não esquecer que uma possibilidade terapêutica realista poderá ser, mesmo, a ausência de qualquer terapêutica, como no caso de um doente mais idoso com doença mais limitada e não sintomática.